Corpo de Sérgio Falcão é enterrado em
PE após passar por nova perícia
Sepultamento ocorreu no Cemitério Morada da Paz, no Grande Recife.
Polícia Civil deve concluir o inquérito sobre o caso até o fim deste mês.
Após permanecer quase um ano no Instituto de Medicina Legal (IML), o corpo do empresário Sérgio Falcão foi enterrado na tarde desta quarta-feira (9), no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, Grande Recife. Ele foi encontrado morto, em agosto de 2012, com um tiro na cabeça no apartamento onde morava, em Boa Viagem, Zona Sul da capital. O cadáver havia sido exumado em outubro do ano passado para passar por novas perícias. Laudo inicial do Instituto de Criminalística (IC) aponta para suicídio, hipótese questionada por familiares, que solicitaram a exumação. O inquérito sobre o caso será concluído ainda este mês, segundo a delegada Vilaneida Aguiar. "O inquérito está em fase de conclusão para ser enviado à Justiça. Este mês ainda ele será concluído", disse ao G1.
A cerimônia de sepultamento no Morada da Paz contou com a presença de familiares mais próximos do empresário. Os parentes não acreditam na tese de suicídio, mas desconfiam que o ex-segurança dele, Jaílson Melo, tenha cometido o crime. A nova perícia foi feita com um equipamento emprestado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), para analisar de maneira mais conclusiva a existência de pólvora nas mãos do empresário. Em janeiro, um outro laudo pericial confirmou a hipótese de suicídio, no entanto, em março, a delegada Vilaneida Aguiar pediu a revisão do exame, feito pelo IC.
O laudo também foi questionado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE). Em junho deste ano, a Associação Polícia Criminal de Pernambuco (Apoc-PE) reafirmou a tese de suicídio em resposta a 17 questionamentos sobre a morte de Sérgio Falcão, feitos pelo órgão. "[A demora para liberação do corpo aconteceu porque] o IC entregou o laudo e depois teve as dúvidas [do Ministério Público]. Isso foi em junho. Só em setembro os peritos disseram que não tinham mais interesse em fazer exames [nos restos mortais] e então perguntamos à família se queria enterrar”, explicou a delegada.
Irmã do empresário, Ana Falcão disse estar confiante quanto à conclusão do inquérito. "A família espera que o inquérito policial termine, seja encaminhado para o Ministério Público e o autor do assassinato do meu irmão seja indiciado, assim como os mandantes do crime. Nós estamos muitos esperançosos que a justiça seja feita. Acreditamos na polícia de Pernambuco, no Ministério Público, e estamos com toda a esperança e quase certeza que isso ceja concluído da forma mais ética e correta", afirmou.
Caso
O empresário Sérgio Falcão foi encontrado morto em seu apartamento na Avenida Boa Viagem, com um tiro na cabeça, em 28 de agosto de 2012. Jaílson Melo, ex-segurança dele, foi filmado pelas câmeras de segurança do circuito interno do prédio entrando e saindo do prédio, no dia da morte. Nas imagens, ele aparece entrando no elevador – depois de ir até a casa do empresário – guardando uma arma na cintura. Em depoimento, Melo afirmou que foi chamado por Sérgio no apartamento e que, lá, o empresário teria tomado a arma e se suicidado.
O empresário Sérgio Falcão foi encontrado morto em seu apartamento na Avenida Boa Viagem, com um tiro na cabeça, em 28 de agosto de 2012. Jaílson Melo, ex-segurança dele, foi filmado pelas câmeras de segurança do circuito interno do prédio entrando e saindo do prédio, no dia da morte. Nas imagens, ele aparece entrando no elevador – depois de ir até a casa do empresário – guardando uma arma na cintura. Em depoimento, Melo afirmou que foi chamado por Sérgio no apartamento e que, lá, o empresário teria tomado a arma e se suicidado.
A polícia trabalhou com as hipóteses de suicídio e de homicídio. Em pronunciamento realizado no dia 31 de agosto, a família do empresário descartou a possibilidade de suicídio. O advogado da família Falcão, Ernesto Cavalcanti, contou que teve acesso ao laudo do exame nas mãos do empresário, que apontou que não havia resquícios de chumbo. De acordo com o laudo, a bala teria entrado no céu da boca e saído pela cabeça da vítima.
A família acredita que a morte tem causas financeiras, já que a Construtora Falcão estava numa crise, com 14 obras paralisadas, sendo dois prédios no Recife e 12 em Maceió (AL). A crise havia começado há quatro anos - Sérgio estaria em depressão profunda, sendo acompanhado por psquiatras e tomando remédio controlado. A crise pessoal do empresário teria se intensificado após a separação da ex-mulher, que teria o impedido de ver o filho, de 4 anos. O empresário teria começado a se utilizar de guardas-costas após a crise financeira da empresa, por conta da situação em que vivia de atraso de obras.
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